Mesmo na crise, Barcelona segue agitando o mercado da bola

Apesar de sua crítica situação financeira, o Barcelona segue agitando esta janela de meio de ano, e não apenas em função das contratações realizadas, como também por interferir no mercado de outros clubes.

A novela envolvendo a ida de Raphinha ao Barcelona acabou com um final feliz ao clube catalão, visto que o atacante brasileiro se juntará a Andreas Christensen e Franck Kessié, como mais um novo reforço do Barça na temporada 2022/23. Pois é, e através do desfecho desta negociação, o Chelsea, que alimentava a esperança de contratar o ex-jogador do Leeds, enfim dará continuidade ao seus planos nesta janela de transferências.

Aliás, os Blues ofereceram uma proposta oficial para contratar Raphinha junto ao Leeds logo na abertura desta janela de meio de ano, mais especificamente no dia 01 de julho. Em contrapartida, o Chelsea não é o único clube que integrou a lista de espera do Barcelona neste período, muito pelo contrário, essa tem sido uma tendência apesar dos blaugranas estarem “quebrados” devido a astronômica dívida de mais de 1,3 bilhão de euros que os assola.

De acordo com o The Athletic, o preço fixado pelo Leeds para vender Raphinha foi de 60 milhões de euros, o que se subentende que o Barcelona desembolsou este valor para contratá-lo. Portanto, finalmente o clube inglês poderá dar andamento em suas negociações no mercado como, por exemplo, formalizar uma proposta pelo atacante Charles De Ketelaere.

De qualquer maneira, o Bayern de Munique é outro clube que vem sofrendo as consequências de ter o planejamento afetado pelo Barcelona, afinal, assim como ocorreu com Raphinha, Robert Lewandowski continua aguardando o Barça viabilizar recursos financeiros para confirmar a sua contratação, lembrando que os bávaros esperam vendê-lo por no mínimo 50 milhões de euros.

A propósito, o Barcelona vem realizando jogadas dignas de grandes craques, fora das quatro linhas, para possibilitar a chegada destes renomados reforços ao Camp Nou, já que para trazê-los sob as regras do fair play financeiro da LaLiga, os catalães precisam recuperar três euros para cada um gasto em novos salários. Por isso, eles venderam 10% de seus direitos de transmissão do campeonato para o fundo de investimento Sixth Street, por 205 milhões de euros. 

Ainda assim, o Barça não conseguiu reverter boa parte do saldo negativo que tem no limite salarial para incorporar mais jogadores no elenco. Por este motivo, a cúpula diretiva barcelonista prepara a “segunda jogada”, que será a venda de mais 15% de seus futuros direitos de TV, novamente para a Sixth Street, por cerca de 300 milhões de euros, o que permitiria aos blaugranas realizar ao menos a compra de Robert Lewandowski.

Por fim, César Azpilicueta e Marcos Alonso também estão em negociação com o Barça, mas o entrave da folha salarial ainda os separa do Camp Nou. Em suma, a chegada dos laterais dependerá tanto da saída de Frenkie de Jong, quanto da renovação contratual de Ousmane Dembélé com 20% de redução em seu salário. E enquanto nada acontece, os Blues precisarão aguardar de novo na fila de espera, para saber se haverá a necessidade de repor estas peças no mercado.

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