Portas abertas para Heinze

Como não poderia deixar de ser, a eliminação do Boca Juniors frente o River Plate nas semifinais da Copa Libertadores de 2019, acabou gerando um imensa crise pelos lados da Bombonera, tanto é, que até mesmo o treinador Gustavo Alfaro já jogou a toalha.

Perder clássicos é uma das piores coisas que podem acontecer na vida de um clube de futebol, tendo por vezes, o mesmo peso de sofrer uma goleada ou até passar por um rebaixamento, obviamente, dependendo das circunstâncias desta derrota. Foi exatamente isso que aconteceu com o Boca Juniors, que após a queda diante do River Plate pelas semifinais da Copa Libertadores de 2019, entrou em um verdadeiro colapso, lembrando que os pupilos de Gustavo Alfaro acabaram sendo eliminados do torneio depois de perderem o jogo de ida no Monumental de Núñez por 2 a 0, e vencerem o jogo de volta na Bombonera pelo placar mínimo.

No entanto, era evidente que a desclassificação do Boca Juniors causaria fortes estragos na equipe, sobretudo porque os Xeneizes já haviam sido derrotados pelo próprio River Plate, na polêmica final envolvendo os dois clubes na edição anterior da Copa Libertadores. Vale ressaltar ainda, que o retrospecto recente do conjunto de La Boca é péssimo em relação ao seu maior rival, considerando somente confrontos eliminatórios válidos por competições internacionais. Para se ter uma ideia, o último triunfo do Boca sobre o River deu-se apenas em 2004. De lá para cá, os Milionários levaram a melhor nos outros duelos disputados entre eles pela Copa Sul-Americana 2014, além das Copas Libertadores de 2015, 2018, e esta de 2019.

A eliminação do Boca Juniors diante de seu maior rival na Copa Libertadores, deixou a situação do técnico Gustavo Alfaro praticamente insustentável na Bambonera.
A eliminação do Boca Juniors diante de seu maior rival na Copa Libertadores, deixou um clima de extrema pressão na Bombonera, principalmente sobre o técnico Gustavo Alfaro.

Como é de praxe no futebol, o técnico foi apontado como o grande responsável pela desclassificação dos Xeneizes na Copa Libertadores de 2019. Logo, a pressão sobre o treinador Gustavo Alfaro aumentou consideravelmente neste período pós eliminação. Entretanto, jamais poderíamos deixar de destacar que Lechuga (apelido de Alfaro) nunca teve o nome bem quisto entre os torcedores boquenses, tudo em virtude do estilo de jogo praticado por suas equipes, adeptas de uma filosofia mais defensiva e pragmática.

Todavia, o bom trabalho de Gustavo Alfaro à frente do Huracán, foi preponderante para que a diretoria o contratasse para suceder Guillermo Barros Schelotto. Aliás, um dado curioso é que desde a segunda passagem de Carlos Bianchi pelo clube, a diretoria boquense nunca mais conseguiu achar o treinador ideal para dirigir a equipe. Uma das alternativas encontradas pelos Xeneizes foi a de trazer jogadores simbólicos para comandar o time dentro das quatro linhas, como foram os casos de Rodolfo Arruabarrena e do próprio Schelotto.

Guillermo Barros Schelotto foi o melhor treinador do Boca Juniors na "era pós Carlos Bianchi", haja vista o bicampeonato argentino (2016/17 e 2017/18) conquistados por ele.
Guillermo Barros Schelotto foi o melhor treinador do Boca Juniors na “era pós Carlos Bianchi”, haja vista o bicampeonato argentino (2016/17 e 2017/18) conquistado por ele.

Com contrato válido somente até o final deste ano junto ao Boca Juniors, a permanência de Gustavo Alfaro no comando técnico dos Xeneizes em 2020 certamente não ocorrerá, ainda mais depois da entrevista concedida pelo ex-treinador do Huracán após o jogo contra o River Plate. As palavras de Lechuga em total tom de despedida, escancaram de forma clara e objetiva que o seu futuro não será na Bombonera, confira:

"Tenho orgulho de ter estado no Boca, é bom ser fã do Boca. Nem todo mundo tem a dignidade 
dos fãs do Boca. Quero terminar esses jogos da melhor maneira possível e depois ir para minha 
casa e recuperar minha vida", completou o treinador.

Diante deste cenário, diversos nomes passaram a ser especulados para dirigir o Boca Juniors, dentre eles, os brasileiros Renato Portaluppi e Luiz Felipe Scolari. Por incrível que pareça, até o português José Mourinho chegou a ser sondado pela mídia argentina, mas de concreto mesmo, tudo indica que Gabriel Heinze, atual técnico do Vélez Sarsfield, será o comandante dos Xeneizes a partir de 2020. O novato treinador de 41 anos de idade, está em seu terceiro ano à frente do Fortín, 5º colocado na Superliga Argentina, ao passo que nas temporadas anteriores, ele deixou a equipe na 16ª e na 6ª posições, respectivamente.

A propósito, Gabriel Heinze segue realizando um trabalho de formiguinha no Vélez Sarsfield, e com méritos vem colocando o time novamente no caminho das vitórias, uma vez que a equipe de Liniers passou por uma fase extremamente turbulenta nos últimos anos. Além da capacidade de comandar jovens atletas, Heinze é adepto de um estilo de jogo ofensivo, costuma armar o seu time no 4-3-3, posicionando as suas linhas bastante avançadas. Talvez, sejam estes as razões pelas quais o Boca tenha escolhido o ex-jogador de PSG, Manchester United e Olympique Marseille para dirigir os Xeneizes. Contudo, precisaremos esperar a chegada de 2020 para vê-lo em ação na Bombonera!

Deixar um comentário

Menu